parolo

de todas as vezes que me sentei à tua frente,
pedia sempre um chá.

e tu nada.
nunca pediste nem deste nada.

no final vinha à conta, p’ra minha frente.
sempre.

ainda se os teus atos fossem constituídos por alguma coisa.
mas não,

a fatura detalhada por que és constituído vem sempre cheia.
de silêncio.
só silêncio.

 

parolo.  

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