loucos dia sim-dia sim

“Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.”

 Éramos loucos dia- sim dia- sim. Precisávamos de loucura como precisávamos um do outro. Era algo essencial para que fossemos capazes de sobreviver, como se o amor não nos bastasse. Mas queriamos sempre mais, como todo o ser humano foi fabricado: pobre e mal agradecido, pensava eu. Escolher entre uma delas, não era opção. A opção credível para ambos era vivermos os dois, cheios de amor e cheios de loucura. E foi assim que nos aguentámos a vida inteira, e bem na minha opinião. Eramos sempre cheios de tudo e mais alguma coisa e depois parecia que não havia nada por que procurássemos, já não havia mais nada a acrescentar porque todos os dias estavam preenchidos, e de que maneira. Vinte e quatro horas eram poucas para aproveitar contigo cada fragmento, fora as que passávamos a dormir e a comer. Não chegava. Dividiamos o tempo entre um e o outro, e mais ninguém existia. Também que falta faziam? Tinhamo-nos um ao outro. E isso bastava.

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